Outros cafés cantantes, salões e espaços de flamenco em Sevilha
Reduzir a história sevilhana a Silverio, El Burrero e Novedades seria deixar de fora uma rede muito mais ampla de estabelecimentos. Os guias urbanos, a imprensa e a bibliografia especializada mencionam numerosos espaços que, com diferentes intensidades e durações, acolheram atuações flamencas.
Café Filarmónico
Ativo na zona da Alameda e de Amor de Dios, aparece citado na documentação da década de 1870 como um dos estabelecimentos que incorporaram espetáculos flamencos. A imprensa chegou a contrastar a escassa assistência aos concertos de música clássica com a lotação dos salões «filarmónico-flamencos».
Café de Variedades e Salón de Variedades
Em diferentes fases e localizações próximas da Alameda, estes espaços mostram a continuidade entre variedades, dança e flamenco. No século XX, o Salón de Variedades fez parte da vida noturna da zona até aos anos 1930.
Café del Arenal e Café de la Marina
A zona próxima do Arenal e da atual García de Vinuesa contou também com cafés ligados ao espetáculo. A sua documentação é menos abundante do que a dos grandes nomes, mas ajudam a compreender a amplitude geográfica do fenómeno.
Café Teatro Suizo
Situado na Calle Sierpes, foi um importante espaço de lazer oitocentista. A sua programação não era exclusivamente flamenca, mas faz parte do ecossistema de cafés, teatros e salões em que se desenvolveu o espetáculo sevilhano.
Os cafés Los Cagajones e Las Triperas
A tradição flamencológica recorda estes nomes populares em relação com zonas do centro hoje transformadas. São exemplos de estabelecimentos cuja história se reconstrói a partir de memórias de artistas, imprensa e referências dispersas.
Kursaal, Ideal Concert, Olimpia e El Tronío
Já no século XX, espaços como o Kursaal, Ideal Concert, Salón Olimpia ou El Tronío mostram a evolução para cafés-concerto e espaços de variedades que prolongaram a presença do flamenco na noite sevilhana enquanto mudava o modelo empresarial.