Bienal de Flamenco de Sevilha

O que ver na Bienal de 21 a 27 de setembro de 2026

O que ver na Bienal de 21 a 27 de setembro de 2026

A terceira semana completa da Bienal de Flamenco de Sevilha 2026, de segunda-feira, 21, a domingo, 27 de setembro, é uma das mais densas e variadas de toda a edição. Em sete dias há 21 espetáculos oficiais distribuídos pelo Teatro Lope de Vega, Teatro de la Maestranza, Teatro Central, Teatro Alameda, Espacio Turina, Real Fábrica de Artillería e San Luis de los Franceses.

Esta semana tem três grandes eixos. O primeiro é a dança, com Manuel Liñán, Olga Pericet, Juan Tomás de la Molía e Águeda Saavedra, Andrés Marín, Israel Galván, Pastora Galván e Estévez/Paños. O segundo é a guitarra, com Rafael Riqueni, Diego del Morao e Dani de Morón. O terceiro é uma sucessão de propostas irrepetíveis, entre elas A canela y clavo, o encontro de Aurora Vargas e Juana Amaya ou Fue tu querer.

A dificuldade não está em encontrar algo interessante, mas em escolher entre espetáculos que se sobrepõem. Este guia organiza a programação de 21 a 27 de setembro e propõe o que escolher consoante procure grandes figuras, criação contemporânea, canto, guitarra ou experiências singulares da Bienal.

21–27

setembro de 2026

Segunda a domingo

21 espetáculos oficiais

Dança · canto · guitarra · estreias · Noches Únicas · matinés

Lope de Vega · Maestranza · Central · Alameda · Turina · Artillería · San Luis

Resposta rápida: se quiser ficar apenas com as grandes decisões da semana, a segunda-feira, 21, coloca frente a frente o encontro de Rafael Riqueni e Tim Ries e a estreia de Olga Pericet; a terça-feira, 22, concentra Manuel Liñán, Pablo Martín Caminero e Joselito Acedo; a quarta-feira, 23, obriga a escolher entre a segunda parte da trilogia de Caminero e Te atrevo; a quinta-feira, 24, reúne A canela y clavo, Caminero com David Carpio e Ezequiel Benítez; a sexta-feira, 25, soma Diego del Morao, Aurora Vargas com Juana Amaya e Andrés Marín; o sábado, 26, permite começar com uma matiné e termina com Israel e Pastora Galván; e o domingo, 27, cruza a guitarra de Dani de Morón, as sevillanas de Fue tu querer e a criação de Estévez/Paños.

Última atualização: 12 de setembro de 2026. Horários e programação confirmados com a agenda oficial da XXIV Bienal. A disponibilidade de bilhetes pode mudar: consulte sempre a ficha oficial antes de fechar o seu plano.

A semana em que a dança ocupa o centro da Bienal

De 21 a 27 de setembro, a programação mostra especialmente bem a amplitude da dança flamenca atual. Em apenas sete dias coincidem nomes e linguagens tão diferentes como Olga Pericet, Manuel Liñán, Juan Tomás de la Molía, Águeda Saavedra, Andrés Marín, Israel Galván, Pastora Galván e Estévez/Paños.

Não existe uma única linha estética. O Teatro Central volta a concentrar as propostas mais experimentais, enquanto o Maestranza recebe Manuel Liñán e Israel Galván em duas escalas muito diferentes. O Alameda, por sua vez, acolhe a proposta de Pastora Galván e outros encontros de formato mais próximo.

Bienal de Flamenco de Sevilla 2026 durante la semana del 21 al 27 de septiembre

Três noites para seguir a mesma ideia: a trilogia de Pablo Martín Caminero

A Real Fábrica de Artillería torna-se outro dos centros da semana graças à Trilogia de Pablo Martín Caminero. O contrabaixista propõe três espetáculos consecutivos dedicados aos três pilares do flamenco de palco: toque, dança e canto.

Na terça-feira, 22, apresenta Al toque; na quarta-feira, 23, Al baile com María Moreno; e na quinta-feira, 24, Al cante com David Carpio. Seguir as três noites permite compreender a proposta como um único percurso, embora cada noite concorra com outros espetáculos particularmente atrativos.

Uma semana para escolher pela singularidade, não apenas pela fama

Numa Bienal, a tentação é construir o calendário em torno dos nomes mais conhecidos. Esta semana, porém, vale a pena olhar também para o caráter excecional de cada espetáculo. Tunisia junta Rafael Riqueni ao saxofonista Tim Ries; A canela y clavo reúne várias vozes de enorme peso; Aurora Vargas e Juana Amaya partilham uma Noche Única; e Fue tu querer devolve as sevillanas à programação com intérpretes ligados ao flamenco.

Para ampliar a visão geral da edição, consulte o nosso guia completo da Bienal de Flamenco 2026 e, se a sua prioridade for a dança, a nossa seleção sobre dança na Bienal 2026.

Programa completo da Bienal de 21 a 27 de setembro de 2026

Data Hora Espaço Artista / espetáculo Formato
Seg. 21 20:00 Teatro Lope de Vega Rafael Riqueni & Tim Ries — Tunisia Estreia absoluta
Seg. 21 22:30 Teatro Central Olga Pericet — Perspectiva sobre un baile sonoro Estreia absoluta
Ter. 22 20:00 Teatro de la Maestranza Manuel Liñán — Bailaor@. Recital de baile + artistas invitados Noche Única
Ter. 22 21:00 Real Fábrica de Artillería Pablo Martín Caminero — Trilogía. Al toque Guitarra
Ter. 22 22:30 Teatro Alameda Joselito Acedo — Patio Noche Única
Qua. 23 21:00 Real Fábrica de Artillería Pablo Martín Caminero + María Moreno — Trilogía. Al baile Estreia absoluta
Qua. 23 22:30 Teatro Central Juan Tomás de la Molía & Águeda Saavedra — Te atrevo Estreia absoluta
Qui. 24 20:00 Teatro de la Maestranza Esperanza Fernández, Duquende, José Valencia, Pepe Torres e Nazaret Reyes — A canela y clavo Noche Única
Qui. 24 21:00 Real Fábrica de Artillería Pablo Martín Caminero + David Carpio — Trilogía. Al cante Trilogia
Qui. 24 22:30 Teatro Alameda Ezequiel Benítez — Lo que nadie ve Canto
Sex. 25 19:00 Espacio Turina Diego del Morao — Más Morao Noche Única
Sex. 25 20:00 Teatro Lope de Vega Aurora Vargas & Juana Amaya — Hazme con los ojos señas Noche Única
Sex. 25 22:30 Teatro Central Andrés Marín — Desierto Estreia absoluta
Sáb. 26 12:00 San Luis de los Franceses Encarna Anillo + Miguel Rincón — Camino de flores Matiné Única
Sáb. 26 19:00 Espacio Turina Juan Medina — Fugaz Guitarra
Sáb. 26 20:00 Teatro de la Maestranza Israel Galván — Bolero de blanco y negro Estreia absoluta
Sáb. 26 22:30 Teatro Alameda Pastora Galván — TRIBUsssh! Estreia absoluta
Dom. 27 12:00 San Luis de los Franceses Encarna Anillo + Miguel Rincón — Camino de flores Matiné Única
Dom. 27 19:00 Espacio Turina Dani de Morón — Cuadro Noche Única
Dom. 27 20:00 Teatro Lope de Vega Macarena de la Torre, Juan de Mairena, Lidia Hernández e artistas convidados — Fue tu querer Noche Única · sevillanas
Dom. 27 22:30 Teatro Central Estévez / Paños y Compañía — Doncellas (juerga permanente) Dança

Conselho: não interprete esta tabela como um itinerário. Há numerosos espetáculos separados apenas por uma hora ou hora e meia e, mesmo que alguns espaços estejam relativamente próximos, convém contar sempre com a duração real, a saída do recinto e a deslocação.

Segunda-feira, 21: Rafael Riqueni e Tim Ries abrem a semana no Lope

A segunda-feira começa às 20:00 no Teatro Lope de Vega com Tunisia, estreia absoluta que reúne Rafael Riqueni e Tim Ries. Riqueni traz uma das guitarras mais pessoais e reconhecíveis do flamenco sevilhano; Ries chega de um percurso ligado ao jazz e a colaborações com artistas internacionais de primeiro nível.

O programa anunciado combina composições ligadas ao universo de Riqueni com peças que abrem o diálogo a outros repertórios. Para quem procura guitarra, escuta e cruzamento de linguagens, é um dos encontros mais singulares da semana.

22:30: Olga Pericet e a memória do corpo

Às 22:30 no Teatro Central, Olga Pericet estreia Perspectiva sobre un baile sonoro. A proposta revisita décadas de carreira e recupera materiais do projeto Baile Sonoro para investigar como tradição, identidade e presente criativo podem conviver num recital contemporâneo.

Em teoria, Riqueni e Pericet formam uma das noites duplas mais atrativas do período. Ainda assim, não a daríamos como garantida sem conhecer a duração exata do concerto do Lope. Para evitar correrias, escolha segundo a sua prioridade: guitarra e diálogo musical ou dança e investigação cénica.

Pode completar a seleção com o nosso guia sobre a guitarra na Bienal 2026.

Terça-feira, 22: Manuel Liñán numa edição especial de Bailaor@

Às 20:00 no Teatro de la Maestranza, Manuel Liñán apresenta uma edição especial de Bailaor@. Recital de baile com artistas convidados. A proposta surge após uma trajetória recente em que Liñán transformou a convivência entre tradição, identidade e liberdade criativa numa das linhas mais reconhecíveis da dança flamenca atual.

Para uma primeira visita à Bienal com vontade de ver um grande espetáculo de dança no Maestranza, esta é uma das recomendações mais claras de toda a semana.

21:00 e 22:30: Caminero ou Joselito Acedo

Uma hora depois começa na Real Fábrica de Artillería a primeira parte da trilogia de Pablo Martín Caminero: Al toque. O contrabaixista divide a cena com Moisés P. Sánchez ao piano e Paquito González na percussão. O programa inclui composições próprias e um olhar sobre o flamenco através de uma linguagem em diálogo com o jazz.

Às 22:30, o Teatro Alameda recebe Joselito Acedo com Patio. A terça-feira exige, portanto, uma decisão: construir a noite em torno do grande formato de Liñán, seguir desde o primeiro dia a trilogia de Caminero ou reservar o horário tardio para uma proposta de guitarra no Alameda. Não recomendamos planear as três.

Quarta-feira, 23: Caminero e María Moreno

A segunda parte da trilogia muda o foco. Às 21:00, Pablo Martín Caminero apresenta Al baile com a participação de María Moreno. É a noite ideal para quem quiser seguir o projeto completo e observar como uma mesma linguagem musical se transforma quando a dança passa para o centro da cena.

A Real Fábrica de Artillería acrescenta ainda uma componente espacial importante: não é um teatro convencional e esse caráter industrial faz parte do atrativo desta parte da programação.

22:30: Juan Tomás de la Molía e Águeda Saavedra apresentam Te atrevo

O Teatro Central recebe Juan Tomás de la Molía e Águeda Saavedra com Te atrevo, estreia absoluta dirigida por Manuel Liñán. Ambos representam uma geração de intérpretes com enorme projeção e chegam à Bienal com uma proposta que torna a quarta-feira especialmente forte para a dança.

Pelos horários, não recomendamos tentar ver integralmente os dois espetáculos. Se está a seguir a trilogia, Artillería deve ser a prioridade. Se quer descobrir dois jovens artistas numa estreia pensada para o Central, escolheríamos Te atrevo.

Para organizar todas as opções de dança, consulte também a dança na Bienal 2026.

Quinta-feira, 24: A canela y clavo reúne grandes vozes no Maestranza

A quinta-feira oferece uma das grandes noites de canto de toda a semana. Às 20:00, o Teatro de la Maestranza recebe A canela y clavo, com Esperanza Fernández, Duquende e José Valencia, além de Pepe Torres e Nazaret Reyes. A direção é de Pedro María Peña.

O programa passa por soleá, cantes de levante, canastera, petenera, bulerías, saeta, seguiriyas e outros registos. Mais do que um recital individual, apresenta-se como uma reunião de vozes e gerações em torno da tradição gitana e de uma leitura aberta do flamenco.

Se a sua semana deve incluir uma grande noite de canto, esta é uma das nossas prioridades.

A trilogia termina com David Carpio e o Alameda recebe Ezequiel Benítez

Às 21:00, Caminero encerra a trilogia com Al cante e a participação de David Carpio. Para quem assistiu às duas noites anteriores, completar o ciclo tem um valor evidente: permite ver como a mesma ideia se reorganiza em torno do toque, da dança e finalmente da voz.

Às 22:30, Ezequiel Benítez apresenta Lo que nadie ve no Teatro Alameda. A quinta-feira volta a exigir uma escolha real, não uma soma. A canela y clavo e Caminero sobrepõem-se, e a saída de Artillería para o Alameda deixa pouca margem.

Pode ampliar o contexto no nosso guia sobre o canto na Bienal 2026.

Sexta-feira, 25: Diego del Morao abre a tarde no Turina

Às 19:00, o Espacio Turina recebe Diego del Morao com Más Morao. A Bienal reserva Turina como um dos lugares-chave para ouvir guitarra e este encontro encaixa perfeitamente nessa linha. Diego chega com um som profundamente associado a Jerez e ao bairro de Santiago, mas com uma carreira que também atravessou estúdios, palcos e colaborações muito diferentes.

Para quem viaja a Sevilha à procura de toque, compás e uma guitarra com identidade própria, é uma recomendação clara. O problema é que uma hora depois começa outra das grandes Noches Únicas da semana, por isso é preciso escolher.

Aurora Vargas e Juana Amaya, ou Andrés Marín

Às 20:00 no Lope de Vega, Aurora Vargas e Juana Amaya apresentam Hazme con los ojos señas. O encontro combina uma das vozes mais pessoais do canto sevilhano com uma bailaora de enorme força cénica. É precisamente o tipo de encontro difícil de reproduzir fora de uma Bienal.

Às 22:30, Andrés Marín estreia Desierto no Teatro Central. A criação incorpora dança, guitarra, piano, eletrónica, textos e José el de la Tomasa como artista convidado. É uma das propostas mais abertamente experimentais da semana.

Se valoriza a singularidade flamenca de uma Noche Única, escolheríamos Aurora Vargas e Juana Amaya. Se procura investigação cénica e a linguagem de um criador que há anos expande os limites da dança, Andrés Marín deve estar entre as suas prioridades.

Sábado, 26: uma matiné para começar sem pressas

O sábado começa às 12:00 em San Luis de los Franceses com Encarna Anillo e Camino de flores. O programa relaciona diferentes palos flamencos com etapas emocionais e essências florais, construindo um percurso desde a ingenuidade e o desengano até à transformação e à celebração.

A matiné é também fácil de combinar com qualquer espetáculo noturno. Se quer viver a Bienal desde o meio-dia e aproveitar a tarde para percorrer Sevilha, é uma estrutura especialmente cómoda. Consulte o nosso guia sobre as Matinés Únicas da Bienal.

19:00, 20:00 e 22:30: Juan Medina, Israel Galván e Pastora Galván

Às 19:00, Juan Medina apresenta Fugaz no Turina. Uma hora depois, o Maestranza recebe Israel Galván com a estreia absoluta de Bolero de blanco y negro, uma criação que dialoga com Ravel e outros boleros, com dois pianos, canto, percussão e uma conceção coreográfica própria.

Às 22:30, Pastora Galván estreia TRIBUsssh! no Teatro Alameda. O projeto cruza a sua dança com dois bateristas e uma seleção musical que aproxima flamenco e rock, com Israel Galván como diretor artístico e curador.

A possibilidade de ver Israel e Pastora na mesma noite é tentadora, mas não deve ser apresentada como combinação garantida: depende da duração real de Bolero de blanco y negro e do tempo de saída e deslocação. Se prefere desfrutar sem correr, o sábado volta a exigir uma escolha.

Domingo, 27: segunda oportunidade para Camino de flores

Encarna Anillo regressa a San Luis de los Franceses às 12:00. É uma oportunidade especialmente útil para quem dedicou o sábado a outras atividades ou prefere reservar esse dia para Israel e Pastora Galván.

Depois, a programação deixa várias horas livres até ao bloco da tarde e noite. É um dos dias mais fáceis para combinar património, gastronomia e Bienal sem encadear atividades com pressa.

Dani de Morón, Fue tu querer e Doncellas

Às 19:00 no Turina, Dani de Morón apresenta Cuadro, uma proposta que recupera o espírito do cuadro flamenco como organismo vivo, com Sergio El Colorao, Amparo Lagares e Ismael El Bola no canto, Claudia La Debla na dança e Los Mellis nas palmas.

Às 20:00 no Lope de Vega, Fue tu querer devolve as sevillanas à Bienal com Macarena de la Torre, Juan de Mairena, Lidia Hernández, Fran Fernández e artistas convidados como Rafael de Utrera, Carmen Lozano, Manolo Marín e Ana María Bueno. A proposta procura mostrar o território partilhado entre folclore e flamenco.

Às 22:30, Estévez/Paños y Compañía encerram o dia no Central com Doncellas (juerga permanente), um trabalho que dialoga com danças históricas, memória flamenca e criação contemporânea. É um final de semana especialmente atrativo para aficionados interessados na história da dança e na sua releitura atual.

Quatro itinerários recomendados de 21 a 27 de setembro

Não é preciso ver tudo. Escolher uma linha de interesse ajuda a construir uma Bienal mais coerente e evita deslocações impossíveis.

1. Grandes figuras

Seg.: Rafael Riqueni & Tim Ries
Ter.: Manuel Liñán
Qui.: A canela y clavo
Sex.: Aurora Vargas & Juana Amaya
Sáb.: Israel Galván

A rota mais direta para quem procura nomes de referência e espetáculos de forte peso artístico.

2. Dança e criação

Seg.: Olga Pericet
Qua.: Te atrevo
Sex.: Andrés Marín
Sáb.: Pastora Galván
Dom.: Estévez/Paños

Uma seleção para seguir como convivem tradição, investigação e novas linguagens da dança.

3. Guitarra

Seg.: Rafael Riqueni
Sex.: Diego del Morao
Dom.: Dani de Morón

Pode completar a rota com Juan Medina ou com a primeira noite da trilogia de Pablo Martín Caminero.

4. Noites singulares

Qui.: A canela y clavo
Sex.: Aurora Vargas & Juana Amaya
Sáb.: Israel ou Pastora Galván
Dom.: Fue tu querer

Pensada para quem dá prioridade ao que dificilmente voltará a encontrar com a mesma combinação de artistas e contexto.

Se é a sua primeira Bienal

Para uma primeira experiência, não seguiria uma linha demasiado especializada. A combinação mais equilibrada seria um grande teatro, uma guitarra e uma Noche Única. Por exemplo: Manuel Liñán no Maestranza, Rafael Riqueni com Tim Ries no Lope e Aurora Vargas com Juana Amaya.

Se um espetáculo oficial esgotar, Sevilha continua a oferecer flamenco todas as noites. O nosso guia de flamenco em Sevilha durante a Bienal fora da programação oficial reúne alternativas estáveis.

Se já conhece bem o flamenco

Esta é provavelmente uma das melhores semanas para escolher pela singularidade. Te atrevo, Desierto, TRIBUsssh!, a trilogia de Caminero e Doncellas oferecem caminhos muito diferentes para observar para onde se move o flamenco de palco.

Há também encontros que interessam precisamente porque não correspondem a um espetáculo de repertório convencional: A canela y clavo ou o encontro de Aurora Vargas e Juana Amaya são bons exemplos. A pergunta útil não é apenas «de quem gosto mais?», mas «que espetáculo será mais difícil voltar a ver fora desta edição?».

Se a sua prioridade é a dança

Esta semana é uma das mais fortes de toda a Bienal. Olga Pericet abre a segunda-feira; Manuel Liñán ocupa o Maestranza na terça; Juan Tomás de la Molía e Águeda Saavedra chegam na quarta; Andrés Marín estreia na sexta; Israel e Pastora Galván concentram o sábado; e Estévez/Paños encerram no domingo.

É impossível ver tudo sem renunciar a outras linhas do festival, mas permite construir uma semana quase monográfica. Para a planear, recomendamos cruzar este guia com o nosso artigo sobre os espetáculos de dança da Bienal 2026.

Se procura espaços especiais

San Luis de los Franceses e a Real Fábrica de Artillería são os dois espaços que mais transformam a experiência esta semana. A matiné permite viver um concerto num espaço barroco ao meio-dia; Artillería, por sua vez, transforma a trilogia de Caminero numa experiência ligada à arquitetura industrial recuperada.

Se o espaço é uma parte importante da sua decisão, consulte o nosso guia dos espaços mais espetaculares da Bienal.

Combinações que podem fazer sentido

  • Matiné de Encarna Anillo + qualquer espetáculo noturno: combinação cómoda no sábado ou domingo.
  • Um espetáculo às 20:00 + outro às 22:30: pode ser possível em alguns casos, mas apenas depois de verificar duração e deslocação.
  • Riqueni 20:00 + Olga Pericet 22:30: possível no papel, mas não deve ser dado como seguro.
  • Israel Galván 20:00 + Pastora Galván 22:30: uma noite dupla muito atrativa, embora dependa totalmente da duração real do espetáculo do Maestranza.
  • Fue tu querer 20:00 + Doncellas 22:30: pode funcionar se o primeiro espetáculo terminar com margem suficiente para chegar ao Central.

Combinações que evitaríamos

  • Manuel Liñán 20:00 + Caminero 21:00: incompatível.
  • Caminero 21:00 + Te atrevo 22:30: demasiado apertado para desfrutar dos dois por completo.
  • A canela y clavo 20:00 + Caminero 21:00: incompatível.
  • Diego del Morao 19:00 + Aurora Vargas e Juana Amaya 20:00: incompatível.
  • Juan Medina 19:00 + Israel Galván 20:00: incompatível.
  • Dani de Morón 19:00 + Fue tu querer 20:00: incompatível.

Numa semana com tanta oferta, é melhor renunciar a um espetáculo no calendário do que passar metade da noite a olhar para o relógio. A Bienal desfruta-se muito mais deixando margem para entrar, sair e deslocar-se com calma.

A nossa seleção se só puder assistir a quatro espetáculos

Rafael Riqueni & Tim Ries pela singularidade do encontro e pelo regresso de Riqueni ao Lope; Manuel Liñán por representar um dos grandes momentos de dança da semana; A canela y clavo por reunir várias vozes fundamentais numa Noche Única; e Israel Galván pela estreia de Bolero de blanco y negro no Maestranza.

Se o seu principal interesse é a guitarra, substituiríamos uma destas escolhas por Diego del Morao ou Dani de Morón. Se procura criação contemporânea, reservaríamos lugar para Olga Pericet, Andrés Marín ou Estévez/Paños.

Perguntas frequentes sobre a Bienal de 21 a 27 de setembro

A programação oficial reúne 21 espetáculos entre segunda-feira, 21, e domingo, 27 de setembro de 2026, contando as duas apresentações de Camino de flores de Encarna Anillo em San Luis de los Franceses.

Na segunda-feira estão programados Rafael Riqueni e Tim Ries com Tunisia às 20:00 no Teatro Lope de Vega e Olga Pericet com Perspectiva sobre un baile sonoro às 22:30 no Teatro Central.

Manuel Liñán apresenta uma edição especial de Bailaor@. Recital de baile na terça-feira, 22 de setembro de 2026, às 20:00, no Teatro de la Maestranza.

A trilogia decorre durante três noites consecutivas na Real Fábrica de Artillería: Al toque na terça-feira, 22, às 21:00, Al baile com María Moreno na quarta-feira, 23, às 21:00 e Al cante com David Carpio na quinta-feira, 24, às 21:00.

A canela y clavo realiza-se na quinta-feira, 24 de setembro, às 20:00, no Teatro de la Maestranza, com Esperanza Fernández, Duquende, José Valencia, Pepe Torres e Nazaret Reyes.

Ambos atuam no sábado, 26. Israel Galván estreia Bolero de blanco y negro às 20:00 no Teatro de la Maestranza e Pastora Galván apresenta TRIBUsssh! às 22:30 no Teatro Alameda.

Sim. Encarna Anillo apresenta Camino de flores no sábado, 26, e domingo, 27, às 12:00, na Igreja de San Luis de los Franceses.

Entre os principais encontros de guitarra estão Rafael Riqueni com Tim Ries na segunda-feira, 21, a primeira parte da trilogia de Pablo Martín Caminero na terça-feira, 22, Diego del Morao na sexta-feira, 25, Dani de Morón no domingo, 27, além de Juan Medina no sábado, 26.

Sim, em alguns casos, sobretudo combinando uma matiné com um espetáculo noturno. No entanto, muitos espetáculos das 19:00, 20:00 e 21:00 sobrepõem-se. Para os horários das 20:00 e 22:30, convém verificar primeiro a duração real e o tempo de deslocação entre espaços.

O mais seguro é entrar na programação oficial da Bienal, abrir a ficha do espetáculo e utilizar a partir daí o canal oficial de venda correspondente. A disponibilidade pode mudar à medida que as datas se aproximam.

Reservar online: a chave para garantir o seu lugar

Em muitas cidades, os tablaos de flamenco esgotam com facilidade, sobretudo aos fins de semana e na época alta. Por isso, se já tem as datas definidas, o mais importante é reservar online.

Recomendação direta: reserve online através do nosso site para garantir o seu lugar e chegar com tudo confirmado. Se já tem destino, entre diretamente na sua cidade para ver opções disponíveis e recomendações claras.

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